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Casa Povo Av. Caminho: Gestão sustentada para dinamizar o maior número de atividades

A Casa do Povo de Avelãs de Caminho completa, no próximo dia 11 de maio, sexta-feira, 75 anos de existência (Bodas de Diamante).
A data será assinalada com missa e jantar comemorativo.
Em entrevista, Jaquelina Santos, presidente da direção, faz um balanço muito positivo destes 75 anos de vida da Casa do Povo, dando a conhecer alguns projetos que serão desenvolvidos ao longo do ano, tendo em vista o envolvimento e união da população.

De que forma vão assinalar os 75 anos da instituição?
Será realizada, no dia 11, uma eucaristia de ação de graças pelos 75 anos e em memória de todas as pessoas que se dedicaram à instituição, pelas 19h30h. Posteriormente, será o jantar de comemoração no salão da Casa do Povo com abertura solene, ao som da Banda Nova Juvenil de Fermentelos que graciosamente ficará a abrilhantar o jantar. Esta comemoração está aberta a toda a população, mas em especial a todas as pessoas que de alguma forma estão ou estiveram ligados à Casa do Povo.

Numa altura em que muitas Casas do Povo já foram extintas, como é que esta resistiu ao passar do tempo?
Com o 25 de Abril, veio a extinção das Casas do Povo no conceito em que existiam. Algumas pessoas resolveram com muito boa-vontade continuar um projeto em que se mantivessem as instalações e algumas atividades, graças à “carolice” e empenhamento voluntário.
Não nos podemos esquecer que o salão da Casa do Povo continua, para bem e para mal, a ser a “sala de visitas” de Avelãs. Continua a ser solicitada para realizar bodas de casamento, bailes, eventos de solidariedade.
Mas teve, a dado momento, que se fazer uma espécie de paragem, clarificar os objetivos, legalizar os estatutos e formar uma verdadeira associação.
Resistir, hoje, significa que a Casa do Povo é de todos em geral mas sobretudo dos sócios e daqueles que se sentem corresponsáveis pelo seu funcionamento.

Qual é hoje o principal propósito da sua existência?
Atualmente temos cerca de 400 sócios. A estes sócios vai ser proposta, brevemente, a renovação do seu “sim” ao modelo associativo. O principal propósito, neste momento, é dinamizar o maior número de atividades, tendo em conta uma gestão sustentada.
Pretendemos que a população de Avelãs se envolva e partilhe o seu tempo livre, as suas ideias e projetos e nos ajude a concretizá-los e a disponibilizá-los a todos.

Quais as atividades previstas para os próximos meses?
Começámos, logo em janeiro, com uma matiné de teatro levada a cabo por atores de Avelãs. As atividades programadas são: o desfile de Vestidos de Noiva com mais de 20 anos. Acreditamos que, apesar dos quatro desfiles, ainda existem mais vestidos e mais histórias para apresentar em mais um desfile; manter o curso de arraiolos, uma vez por semana, com vista a posterior exposição; promover o Programa “A caminho do Verão sem Barrigão”, a partir de junho porque durante o mês de maio temos a Casa do Povo ocupada com vários eventos e atividades; realizar o passeio cicloturistico, em junho, que é já uma tradição e que funciona como um excelente momento de convívio; realizar, em data a definir, workshops na área da saúde (provavelmente abordaremos o tema da DPOC, doença pulmonar obstrutiva crónica.,Osteoporose e Menopausa); realizar em agosto, a Festa do Emigrante com o objetivo juntar todos os nossos conterrâneos que, ao longo do ano, estão espalhados por esse mundo fora, partilhando histórias e divertindo-se ao som do nosso “TV5 dos Pobres”; promover o espetáculo “Os Talentos de Avelãs”, para revelar alguns dos talentos que temos na área da música, da canção, da representação, da poesia e da dança; realizar uma exposição de colecionismo, depois do verão. Todos os avelences estão convidados a partilhar a sua coleção nas mais diversas áreas (moedas, selos, calendários, postais, garrafas, chavenas, etc).
A secção Columbófila tem várias provas agendadas e a realização de mais um almoço-convívio que conta com a participação de columbófilos de todo o país para leilão de pombos e entrega de prémios.
A secção de Ciclismo realiza e participa em provas contra-relógio e anualmente organiza uma peregrinação ao Santuário de Fátima para atletas e familiares.

A equipa que hoje dirige a Casa do Povo está disponível para continuar?
Estar à frente de uma direção exige muita disponibilidade e capacidade de inovar para que se criem eventos capazes de levar a população a participar, a deixar o conforto da sua casa e a envolver-se nesta associação. Quatro anos seguidos provocam um desgaste em todos os elementos da direção porque estão continuamente a preparar novas atividades e novos eventos. Devia entrar “sangue novo”, com novas ideias e com disposição para “movimentar” esta casa.
Avelãs tem muitas pessoas capazes de formar uma direção e fazer um bom trabalho.

Quais as maiores dificuldades?
As principais dificuldades são as económicas. É difícil criar eventos e não ter dinheiro para os promover. Não podemos impor custos elevados às nossas atividades porque depois não teríamos participantes. Não fosse a boa-vontade, os beneméritos e uma gestão cautelosa, e não seria possível manter as portas abertas.

Qual o envolvimento da população às atividades desenvolvidas?
Temos tido sempre uma considerável adesão da população nas nossas atividades e o segredo parece estar na forma como vamos, aos poucos, envolvendo as pessoas.

Catarina Cerca

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