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Comerciantes queixam-se de não serem ouvidos

A sessão temática – direcionada a comerciantes – que a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro realizou, na penúltima quinta-feira e que tinha como objetivo uma partilha de ideias sobre o papel que cada um tem na vivência do que será a futura Alameda, foi transformada num rol de queixas.

Os comerciantes criticaram a calendarização da iniciativa, sublinhando que “primeiro deverá ser concluída a construção da Alameda e só depois analisar a forma como o comércio deve ser revitalizado”.
Os comerciantes reclamaram que devia existir um gabinete de apoio à Alameda, sublinhando “a demora nas obras e a falta de sinalização”. “Peço que apoiem os comerciantes e que os protejam, senão no final teremos palmas, mas não haverá comerciantes”, afirmou um dos comerciantes da Rua do Foral.

Já Maria Rosa, que é proprietária de três lojas, disse que os seus três inquilinos pretendem sair das suas frações. Apontando o dedo ao vice-presidente da Câmara, Joaquim Santos, afirmou: “aquele senhor disse-me: foi a senhora que quis a Alameda, agora aguente, até porque ainda vai ser bem pior”.

“Estamos fartos”. Carlos Ascensão, da Ourivesaria Paraíso, disse ter tido conhecimento da reunião 24h antes, afirmando que “antes do tema da sessão há muito a fazer”. “Apelo ao bom senso de todas as partes e que façam acreditar que o «quero, posso e mando» desapareça, porque já estamos fartos”.

Óscar Damaya disse ser prematuro falar sobre a regeneração urbana, “para mais quando não somos conhecedores do projeto”. “Temos que saber quantos parques de estacionamento existem e se os jardins vão ter árvores. É necessário saber tudo isto e depois, sim, avançarmos.”

O rol de queixas não terminaria tão depressa. Para o proprietário da Pastelaria Terezinha, “o mais importante é que as obras terminem”. “Queremos rapidez e eficiência. Não queremos inovação agora, queremos é obra feita e não apanhar pó.” Este comerciante deu ainda a conhecer que “lá fora, nomeadamente na Alemanha, as obras são projetadas com tempo e depois executadas de forma a nada falhar”.
Mário João Oliveira, presidente da Câmara, referiu estarmos em Portugal e não na Alemanha, mas momentos antes, foi a responsável pelo projeto “Viva a Alameda” que deu como bons exemplos o que se faz na Alemanha.

O edil reconheceu a falta de alguma sinalização, acrescentando que “se trata de uma obra demorada. É um contrato de dois anos”. Já a presidente da ACIB, Emília Abrantes, convidada a moderar o debate, sublinhou que “a melhor forma de dar vida é antecipar e estarmos a dialogar entre todos”. “Esta nova direção tem o desafio de promover uma melhor região para os associados”, sublinhou a líder da ACIB, que apelou “a uma maior participação dos cidadãos”.

A vereadora da Cultura, Laura Pires, pediu que “se pense com tempo o que vamos fazer com a obra. Se pensam que é importante programar uma obra, antes de ser feita, aquilo que estamos aqui a fazer é programar o que vamos fazer depois da obra concluída”.

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