Cerca de 120 pessoas participaram, no último domingo, no almoço solidário a favor das obras de restauro da Casa Amarela de Mogofores.
À semelhança de anteriores iniciativas, o almoço teve lugar no Colégio Salesiano de Mogofores e, embora seja tempo de férias, mais de uma centena de convivas, a maioria pessoas da paróquia local, marcaram presença no evento.
O evento, preparado pelos “padrinhos e madrinhas” da Casa Amarela, começou a ser preparado no sábado. Esse aspeto foi destacado pelo padre José Fernandes, diretor do Colégio Salesiano e pároco de Mogofores, que enalteceu “o trabalho voluntário, amor, dedicação e espírito de sacrifício destes padrinhos e madrinhas, sempre disponíveis para trabalhar por esta nobre causa” – a reconstrução da Casa Amarela, futuro Centro Paroquial e de Cultura de Mogofores.
Embora as expetativas fossem grandes, as presenças – foram servidas mais de 120 refeições – superaram os números inicialmente previstos. “Tínhamos estipulado um mínimo de 50 pessoas, por sabermos que muitos estão para fora, em férias, mas também para que o evento valesse a pena, pois os voluntários têm muito trabalho e são muito sacrificados”, avançou o pároco, revelando ainda que “padrinhos e madrinhas se desdobram em grupos e trabalham muitas horas, dias a fio, para levar a cabo as iniciativas, logo é de toda a justiça que estas deem frutos, para não desanimar os intervenientes”.
Admitindo que com os almoços a cinco euros, a margem de lucro para angariação de fundos é muito baixa, reconhece que os tempos são difíceis e que por isso não podem também sobrecarregar as pessoas.
Testemunhos. Duas das madrinhas da Casa Amarela, Alzira Gonçalves e Conceição Simões, embora espelhassem nos rostos o cansaço de muitas horas de trabalho (confeção dos pratos, sobremesas e bolinhos para venda) mostravam-se felizes com o número de comensais presentes, não deixando de agradecer os vários géneros alimentares que vão sendo dados por pessoas da comunidade e amigos, por forma a que as despesas com os eventos sejam menores.
Certo é que, após as férias, em setembro, aquando da chegada das relíquias de D. Bosco a Mogofores, haverá venda de bolinhos e biscoitos para continuar a angariar fundos, assim como no final desse mês, haverá mais um concerto solidário, desta feita com a artista Mia Rose.
Até ao final do ano, está em estudo a realização de vários “almoços de família”, por forma a continuar a dar corpo ao projeto.

Obra avança lentamente. A reabilitação da Casa Amarela começou em 2010 e de lá para cá tem avançado lentamente. Por fora, o edifício está recuperado, de cara lavada, mas no interior tudo falta. Por isso, todas as verbas que vão sendo amealhadas destinam-se agora às obras no interior do imóvel, que devem começar em setembro próximo. “Temos que apanhar fôlego e angariar mais verbas para dar início aos trabalhos. Não queria começar e parar, ou seja, estar constantemente a interromper as obras, mas as verbas são muito escassas e já ali foram gastos cerca de 60 mil euros”. Por isso, admite que agora a recuperação vá sendo feita, compartimento a compartimento.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt