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Anadia: Alunos do 1.º CEB reunidos em assembleia


“Anadia para todos” foi o mote para mais uma sessão da Assembleia dos Alunos, que reuniu, no passado dia 16, no Salão Nobre dos Paços do Município de Anadia, crianças das escolas do 1.º ciclo do ensino básico do concelho.
Organizada pela Câmara Municipal de Anadia, esta 9.ª edição juntou 14 alunos em representação de sete estabelecimentos de ensino, que tiveram oportunidade de partilhar o trabalho realizado pela sua escola em torno de subtemas propostos pela autarquia.
Como habitualmente, as crianças tiveram uma manhã ocupada com atividades realizadas na Biblioteca Municipal de Anadia, ficando reservada para a tarde, após o almoço no Centro Escolar de Arcos, a reunião da assembleia.
Após os cumprimentos de boas-vindas, a reunião arrancou com a exposição a cargo dos alunos do Centro Escolar de Avelãs de Cima/Avelãs de Caminho, que se centraram em questões relacionadas com a toponímia. A valentia e os feitos do soldado anadiense Manuel Ribeiro, no Bailundo, no início do século XX, foram relatados pela EB 1 de V.N. Monsarros, enquanto a EB 1 de Tamengos dedicou a sua atenção à história das Termas da Curia. Seguiu-se o Centro Escolar de Sangalhos, que traçou a biografia de José Cid, revelando momentos marcantes da sua vida pessoal e da sua carreira. As EB1 da Poutena e de Aguim optaram por explicar os topónimos das respetivas localidades, recordando tradições e factos históricos associados. Por fim, o Colégio Nossa Senhora da Assunção, de Famalicão, apresentou o estudo que dedicou às Termas da Curia e às Termas de Vale da Mó, e fechou com uma canção sobre Anadia.
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso, e os representantes do Agrupamento de Escolas de Anadia e do Colégio de Nossa Senhora da Assunção, Jorge Humberto e Idalina Faneca, elogiaram o trabalho realizado pelas sete escolas, agradecendo a partilha do saber e o empenho posto na realização dos trabalhos.

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Mealhada: Câmara e Assembleia endurecem posição contra os maus cheiros


A Assembleia Municipal da Mealhada aprovou, na última sessão, as propostas da Câmara para indeferir os pedidos de duas empresas para o reconhecimento de interesse público para laborarem no concelho. Ao já conhecido braço-de-ferro com a empresa Alcides Branco, junta-se agora a Soacorgo, Lda, uma empresa da área agropecuária, instalada às portas da cidade. O Executivo chumbou e a Assembleia confirmou, por unanimidade, deixando cair as pretensões dos empresários, numa altura em que sobe de tom a luta contra os maus cheiros no concelho.
As empresas em causa pediam a emissão de certidão de Reconhecimento de Interesse Público Municipal na Regularização da Atividade Industrial, motivando a reação de Rui Marqueiro, presidente da Câmara, que na última reunião do executivo defendeu que a empresa Alcides Branco “não deve ter essa declaração de utilidade pública porque é um contrassenso, numa altura em que há um litígio judicial entre a Câmara e a empresa”, posição que o autarca reiterou na passada segunda-feira, em assembleia municipal, explicando que o empresário em causa está a desrespeitar o acordo feito em tribunal ao continuar a laborar e a produzir fumos e maus cheiros. “Aquele senhor passa a vida a incumprir o acordo e vai ser interpelado por isso, sabendo que depois de duas interpelações a providência cautelar terá efeitos e fechará a empresa”.
“Se permitirmos que esta fábrica continue nestas circunstâncias vamos destruir o Luso (…) para poupar 30 postos de trabalho podemos perder 300 no Luso, não tenho prazer nenhum nisto tudo, mas conheço bem aquele senhor e não deixa de ser curioso o fato de ele começar a queimar baganha logo que mudou o Governo”, acusou Rui Marqueiro.
Falando na questão da outra empresa que também pediu apoio municipal para o seu licenciamento – a Soacorgo – o presidente da Câmara considerou que “o ataque municipal à empresa Alcides Branco está mais adiantado que esta, está já em tribunal”, não rejeitando encetar “um combate semelhante, já na próxima reunião do executivo”.

Assembleia quase unânime no orçamento para 2016

A Assembleia Municipal da Mealhada aprovou o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2016, em sessão extraordinária, na passada segunda-feira. Sem grande discussão, os documentos previsionais para o próximo ano passaram com a maioria dos votos, contando apenas com a abstenção dos dois elementos da CDU.
Os deputados da bancada da Coligação Juntos Pelo Concelho da Mealhada (JPCM) acabaram por votar favoravelmente, como já tinha acontecido em sede de executivo, reiterando os reparos feitos na altura ao executivo de maioria socialista, felicitado a criação de uma verba extra de 6.000 euros para a freguesia e por este orçamento “incluir algumas das propostas da coligação, que foram analisadas, apreciadas e que possam vir a ser executadas”, lembrou Luís Brandão (JPCM), acusando que “apesar destas situações, não há grandes novidades nos documentos nem grande imaginação, parecendo ser um orçamento de continuidade”.
Ideia bem diferente daquela teve a CDU, abstendo-se e apontando, em declaração de voto, que o executivo socialista fez “ouvidos de mercador às propostas da CDU ao abrigo do estatuto de oposição”.

João Paulo Teles

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AM Anadia: Bancadas unidas pela preservação e revitalização da Estação Vitivinícola


Aproveitando o facto de Anadia estar a comemorar os 125 anos da produção de espumante na Bairrada, com um seminário e mesa-redonda, as várias bancadas estiveram, na última assembleia municipal, unidas na apresentação de uma moção de congratulação pela celebração desta data que trouxe para cima da mesa, no passado dia 27 novembro, o debate de muitas problemáticas inerentes à fileira do espumante.
Relacionado com a temática, Luís Santos (MIAP) apresentou também à mesa, uma recomendação que viria a ser aprovada por unanimidade. De facto, todos os deputados reconhecem a importância que a Estação Vitivinícola da Bairrada (EVB) teve nos trabalhos experimentais para o fabrico do espumante e para o desenvolvimento da ciência e da técnica da fileira vitivinícola. E porque este infraestrutura atravessa um período difícil, com a degradação das vinhas, do património urbano, dos equipamentos, abandono e desleixo dos espaços ajardinados, diminuição da produção e difusão do conhecimento, redução dos recursos humanos especializados, as bancadas subscreveram a moção do deputado do MIAP, sendo unânimes na defesa da criação neste espaço de um Centro de Investigação do Espumante recomendando agora à presidente da autarquia que “continue a envidar esforços junto das instâncias superiores para a criação deste Centro de Investigação de Espumantes”.

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Assembleia Municipal Anadia: Orçamento realista e equilibrado aprovado por maioria


A Assembleia Municipal de Anadia aprovou, por maioria, o orçamento do município para 2016.
Em sessão ordinária, realizada na tarde do passado dia 26 de novembro, os deputados municipais aprovaram com 26 votos a favor e quatro abstenções (PSD) os documentos previsionais e mapa de pessoal do município de Anadia para o ano de 2016.
O orçamento vale 18. 502 milhões de euros (menos 951 mil euros do que o de 2015) e, segundo explicou a edil Teresa Cardoso, trata-se de um orçamento feito “quando ainda não temos orçamento de Estado, nem conhecemos as regras para o próximo ano”. Um orçamento construído com base em previsões e nas receitas de que o município dispõe.
Em relação a 2015, o orçamento apresenta uma diminuição de 4,9% que, na opinião da edil anadiense, se deve à redução das receitas de capital, designadamente nas transferências de capital, contando apenas com os valores residuais relativos aos financiamentos e candidaturas executadas no âmbito do anterior Quadro Comunitário.
O valor distribuído pelas GOP (grandes opções do plano) é de 8.742 milhões de euros (menos 8,9%, em relação a 2015), tendo o executivo optado por criar rubricas dotando-as com verbas que, reconhecendo serem insuficientes para os projetos e obras que pretende realizar, a abertura dessas mesmas rubricas permitem ter uma leitura das linhas estratégicas do executivo para o ano de 2016.

(ler mais na edição em papel ou e-paper)
Catarina Cerca

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Assembleia Municipal da Mealhada: Pampilhosa exige mais da Câmara


Alguns populares da Pampilhosa e o presidente da Junta local reivindicaram uma maior atenção da Câmara da Mealhada para com a freguesia. As reclamações surgiram no decorrer da última sessão da Assembleia Municipal, na penúltima quarta-feira, dia 30, que se realizou na Pampilhosa ao abrigo da medida descentralizadora proposta por aquele órgão para estas reuniões. Os pampilhosenses aproveitaram o espaço reservado ao público para reclamar pequenos investimentos, exigindo também solução para obras há tanto ansiadas, como é o caso da requalificação da baixa da freguesia e resolução para o mercado municipal.
O presidente da Câmara, Rui Marqueiro, respondeu e disse “assumir todas as queixas feitas ao executivo”, informando que a capacidade financeira da Câmara não é ilimitada, pois está “sujeita a um garrote financeiro e de recursos humanos”. Mesmo assim, anunciou que no próximo ano a Câmara avançará com o concurso público para uma das grandes obras esperadas, a requalificação da baixa de Pampilhosa.
Perante algumas críticas, o edil mealhadense fixou-se naquela obra para garantir que quando tomou posse, há dois anos, não havia qualquer projeto para a requalificação da baixa. “Eram só ideias base, intenções e estudos prévios, mas agora vamos abrir concurso publico para avançar para o projeto de execução”, o que nas suas previsões pode acontecer já para o próximo ano.
Rui Marqueiro referiu, no entanto, que mesmo que houvesse projeto, era difícil avançar com a obra por falta de capacidade financeira e por indefinição da antiga REFER quanto aos terrenos para esta obra. “Há toda a vantagem de fazermos esta obra, para já só há apoio para investimentos deste tipo nas sedes de concelho, mas vamos procurar a melhor forma de arranjar recursos para a Pampilhosa”, disse.
A falta de capacidade financeira da autarquia e o “insuficiente” número de funcionários são razões que o autarca aponta para a ausência de obras, “não só na Pampilhosa como em todas as freguesias”, recordando, como já fez em outras ocasiões, que herdou do anterior executivo uma série de obras e investimentos avultados, entre eles os dois polos escolares (Luso e Mealhada), Espaço Inovação e Posto 4 Maravilhas, terminando que “foi opção do executivo anterior de não fazer nenhuma obra na Pampilhosa” e “nós vamos acabar o que está projetado e depois faremos outras obras”.
“Com o quadro financeiro que tínhamos à partida não era possível fazer mais nada, depois tivemos que repor 700 mil euros de verbas que recebemos do Ministério da Educação por engano e por tudo isto não fizemos nada em lado nenhum, não foi só na Pampilhosa”, disse Rui Marqueiro, prometendo, em seguida, que para além da requalificação da baixa, o mercado vai entrar em obras ainda neste mandato.

“Pampilhosa anda a ver passar comboios” . Foi o presidente da Junta de Pampilhosa que abriu as reclamações da noite, logo no início da sessão e depois de congratular-se com a realização daquela reunião na freguesia, nas instalações da Filarmónica Pampilhosense, queixando-se que neste mandato autárquico, “a Pampilhosa anda a ver passar comboios”. Seguiram-se, no período do público, algumas intervenções de populares sobre pequenos melhoramentos locais, a começar pelo deficiente escoamento de águas pluviais, por falta de valetas, na Pampilhosa Alta, assim como a falta de policiamento local e a situação do pontão sobre o caminho de ferro a sul da freguesia, que se encontra com sinalética limitadora de velocidade. A ausência de obras apontadas no Orçamento Participativo, a remodelação do mercado e a intervenção necessária para a conservação do Chalet Suisso que ameaça derrocada foram outros dos assuntos aflorados pelos populares.
Em resposta, o presidente da Câmara argumentou que quanto ao “Chalet Suisso” a autarquia vai avançar com processo de contraordenação “porque há leis para cumprir e não podemos obrigar ninguém a fazer obras”, informando que, para as antigas fábricas cerâmicas da freguesia, a Câmara vai avançar com candidatura a fundos comunitários para a descontaminação daqueles terrenos para depois avançar com os projetos previstos.
Em relação ao policiamento, Rui Maqueiro comprometeu-se a levar o assunto à próxima reunião do Conselho Municipal de Segurança, prometendo resolver, parcialmente para já, a questão da ausência de valetas na Pampilhosa Alta.
Quanto ao viaduto a sul da vila, o edil lembrou que o problema do viaduto prende-se com as águas pluviais e citou informações de técnicos da área, que garantem a segurança daquela obra, não vendo a necessidade de fazer qualquer intervenção.

Câmara com falta de funcionários. Já no período de antes da ordem do dia, o presidente da Junta de Pampilhosa, Vítor Matos, alertou o executivo municipal para “uma série de pequenos problemas” que “causam revolta nas pessoas da freguesia”. “Pouco ou nada se tem feito aqui e a população sente que há algo errado”, concluiu.
Depois de receber elogios por parte dos presidentes das restantes Juntas por investimentos feitos nas respetivas freguesias, o presidente da Câmara acabaria por receber lamentos semelhantes aos da Pampilhosa por parte da freguesia vizinha de Vacariça, com o presidente Carlos Rocha a sugerir “uma melhor ligação entre a Junta e a Câmara para que pequenas e médias obras não deixem de ser feitas no futuro”.
Rui Marqueiro, que agradeceu os elogios e assumiu as críticas, reiterou a existência de “um garrote financeiro e de recrutamento de recursos humanos, que impede outro tipo de intervenção da Câmara”. “Não conseguimos ter gente suficiente e acredito que se pudéssemos contratar meia dúzia de operacionais, resolvíamos os problemas que aqui foram levantados”.
João Paulo Teles

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Deputados aplaudem descida do IMI


A Assembleia Municipal de Oliveira do Bairro aprovou, na última sexta-feira, por unanimidade, a descida para 0,3% da taxa do Imposto Sobre Imóveis (IMI). É o valor mais baixo de sempre a ser praticado no concelho de Oliveira do Bairro e por lei não poderá ser mais reduzido, mas os deputados querem um valor mais baixo e já sugeriram ao presidente da Câmara que aprove o IMI familiar que foi proposto, na última reunião de Câmara, pelo vereador do CDS/PP, Jorge Pato. O IMI familiar permite que as autarquias reduzam o imposto a cobrar até 20% de acordo com o número de filhos (um filho, 10%; dois filhos, 15% e três ou mais filhos, 20%).
O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Mário João Oliveira, não clarificou qual vai ser o sentido de voto da proposta do CDS/PP, em reunião de Câmara, em relação ao IMI familiar. Contudo, especificou que a autarquia está a abdicar de dois milhões de euros por ano, caso tivesse o IMI no máximo. Justificou ainda, a pedido do deputado André Chambel, que caso o IMI familiar seja aprovado, a autarquia abdicará de cerca de 55 mil euros.

Derrama. Relativamente à Derrama, foi aprovada, também por unanimidade, uma descida de 8,33% face ao ano anterior, mantendo a tendência da redução anual dos últimos anos e batendo novo recorde mínimo histórico no município oliveirense, fixando a taxa de Derrama para as empresas do concelho em 1,1%. A redução desta taxa, que incide sobre os lucros das empresas é, para Mário João Oliveira, “uma forma de ajudar as empresas. Não há emprego sem empresas e não há emprego sem empresários”. “É preciso motivar de uma forma permanente e regular quem avança com postos de trabalho”, defendeu.

Leia mais na versão digital do seu JB.

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Assembleia Municipal de Anadia: 1.ª revisão ao PDM de Anadia aprovada por maioria


Por maioria e não por unanimidade como era desejo da edil Teresa Cardoso, a versão final da 1.ª revisão ao Plano Diretor Municipal (PDM) de Anadia foi aprovada (28 votos a favor do MIAP, PS e PSD; 1 voto contra do CDS/PP) na última assembleia municipal, realizada no passado dia 19 de junho.
Um documento que a edil considera vital para o desenvolvimento do concelho, mas que foi aprovado mantendo em vigor a carta de REN (Reserva Ecológica Nacional) antiga, uma vez que a nova ainda não está aprovada. Assim, esta 1.ª revisão do PDM agora aprovada, acaba por ter uma grande limitação, ao ficar sujeita a uma carta de REN antiga.
Uma situação que fez pairar sobre as cabeças dos presentes algumas dúvidas, tanto mais que todos tinham presente a necessidade de fazer aprovar os documentos antes do dia 29 de junho, altura em que vai surgir nova legislação que poderia colocar por terra todo o trabalho realizado nos últimos anos, obrigando a que o processo de revisão do PDM de Anadia começasse da estaca zero.
Por isso, foram várias as questões colocadas, precisamente pelo facto de se aprovar um PDM que tem de se sujeitar a uma carta de REN antiga, o que levou a várias críticas por parte dos deputados do PSD e do CDS/PP.
Sidónio Simões (CDS/PP) levantou algumas questões relacionadas com a forma de gerir um novo PDM com uma REN antiga, defendendo que “se está a aprovar algo que pode não ter eficácia”.
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso avançou que o PDM não se limita só à REN e à RAN e que a autarquia teve em consideração as recomendações e sugestões feitas pela CCDR-Centro.
“Faremos o que todos os municípios fizeram: publicar o que for aprovado por esta assembleia e é isso que eu vos peço, que apreciem e decidam. Caso esta Assembleia aprove o documento, ele será publicado e aguardaremos pela decisão da REN. Nada impede que este documento entre em vigor. Mas é o que nos é proporcionado”, explicou a edil.
Também José Carvalho, líder da bancada do PSD, teceu algumas considerações e críticas. Embora sublinhando que a bancada do PSD é a favor do PDM, elogiando o processo transparente, de diálogo e de apresentação nas freguesias dos documentos, foi o parecer da CCDR-Centro que o levou a tecer alguns comentários. “Ainda que obrigatório, mas não vinculativo, o parecer da CCDRC diz que o envio do PDM só deverá ocorrer após a aprovação e publicação da carta REN pelo Governo”, referiu, acrescentando que “aprovar o PDM sem a aprovação da carta REN torna o processo ineficaz porque não produz os efeitos desejados, na medida em que há um novo documento vinculativo, mas mantém-se em vigor até à publicação da nova carta REN, a antiga… isto poderá trazer conflitos junto dos técnicos e da população, factos nada desejáveis”.
Já André Henriques, do PS, considerou o momento “histórico”, e reconhecendo não ser o PDM ideal, “é o possível, pois abre um novo capítulo para o município”.
Sidónio Simões, do CDS/PP, apresentou uma justificação de voto, dizendo que “a votação contra o presente ponto nada tem a ver com a versão atual do PDM na versão final da 1.ª revisão, com o que é proposto, mas com a oportunidade da sua votação no tempo e o referido pela CCDR, de 25 de maio”. E como não lhe foram dadas respostas concretas a todas as questões levantadas e por ter dúvidas sobre a sua eficácia e benefícios para a população, optou pelo voto contra. “Após a publicação, os munícipes sentir-se-ão enganados com esta votação, até porque o facto de ir entrar nova legislação em vigor «não cola»”, referiu.
Durante a Assembleia, as bancadas do MIAP e do PS conseguiram fazer aprovar uma recomendação que acompanha a aprovação da 1.ª Revisão ao PDM, onde se inclui um parágrafo a referir que “a delimitação da REN do concelho de Anadia em vigor é a que consta da Carta aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 57/96 (…) até que a nova Carta da REN de Anadia seja publicada”. Esta recomendação seria aprovada por maioria com 28 votos a favor e uma abstenção do deputado do CDS/PP).

Outros assuntos

PSD satisfeito com resolução da falta de água
O líder da bancada do PSD, José Manuel Carvalho, mostrou-se satisfeito com o facto da sistemática falta de água, durante o verão, nos lugares mais serranos da freguesia de Avelãs de Cima ter sido resolvida.
A edil explicou que o novo sistema – reforço na conduta adutora – entrou em funcionamento na véspera e que, pelos testes já realizados, vai funcionar bem. “Fizeram-se várias tentativas para solucionar esta questão. O sistema instalado permite criar maior caudal de água e os reservatórios estão com água.”

Apartamentos e hasta pública
O deputado do PSD e líder da Concelhia “laranja”, Henrique Fidalgo, questionou a edil acerca de mais uma hasta pública para tentar vender os apartamentos, com mais de uma década, no Edifício Visconde de Seabra, no centro da cidade. A seu ver, “está na altura do município olhar para esta questão de outra forma”. Isto porque, apesar das várias hastas públicas realizadas para tentar vender os apartamentos e dos preços extremamente competitivos, a verdade é que ainda restam seis apartamentos para vender. O deputado falava da solução do arrendamento jovem. Teresa Cardoso defendeu que a hasta pública até correu bem e que das 12 frações já foram vendidas seis e que na última hasta pública foram vendidas três. “O arrendamento jovem é uma opção, o executivo optou pela venda. É neste sentido que vamos continuar a trabalhar”, concluiu.

Estradas de Portugal e a falta de limpeza no IC2
O autarca da União de Freguesias de Arcos/Mogofores questionou a edil Teresa Cardoso sobre a falta de limpeza nos passeios que atravessam a União de Freguesias ao longo do IC 2. “Temos feito um enorme esforço em matéria de limpeza. Mas ninguém nos responde a nada”. O autarca falava da EP – Estradas de Portugal. A edil explicou que a entidade tem estado ausente porque está em remodelação total dos serviços: “vai chamar-se Infraestruturas de Portugal.” Uma nova e grande entidade que demorará o seu tempo a reorganizar-se. Em sintonia com os lamentos e queixas do presidente de Junta de Freguesia, também Teresa Cardoso lamentou a falta de limpeza nos passeios e valetas (caso mais flagrante entre Avelãs de Caminho, Malaposta e Curia) e até de pagamento da eletricidade gasta pelos semáforos, até agora suportada pela Câmara de Anadia. Aos presentes mostrou a intenção de vir a estabelecer com esta nova entidade um protocolo no sentido de ser a Câmara Municipal a garantir a limpeza e manutenção desses locais. “Só queremos ser ressarcidos desses trabalhos”, concluiu.

Biblioteca Municipal bate recorde de visitantes
José Carvalho, do PSD, deixou a proposta para que a biblioteca municipal tenha um horário mais alargado (abrir às 9h e manter-se aberta no horário do almoço). Uma proposta que surge na sequência de uma petição popular que tem estado a correr nesse sentido. O deputado diz que aquele espaço é um bem precioso e o alargamento de horário viria dar resposta aos anseios da população, sobretudo de jovens que têm que estudar nesta época de exames.
A edil Teresa Cardoso recordou que aquele espaço, quando abriu, não encerrava na hora do almoço, o que veio a mudar por não ter procura. “Somos a única biblioteca com um horário tão alargado – de segunda a sábado, das 10h às 13h e das 14h às 19h. Só está fechada ao domingo.”
A edil revelou ainda que, na última semana, a biblioteca bateu um novo recorde ao receber, num só dia, 180 pessoas, o que obrigou a utilizar o espaço da cafetaria, equacionando já a utilização da sala polivalente para mais um espaço de leitura quando necessário. Um sucesso que acredita dever-se “à grande equipa da biblioteca, que tem sabido cativar as pessoas”, concluiu.
Catarina Cerca

 

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“São poucos, muito poucos, os oliveirenses” que aderem às comemorações do 25 de Abril


O presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Bairro, Manuel Nunes, queixou-se, no sábado, durante as comemorações dos 41 anos do 25 de Abril de 1974, que “são poucos, muito poucos, os oliveirenses que aderem a esta iniciativa do município, e a esses me dirijo, elogiando a atitude da sua presença”. “Sei bem que os tempos não são de festa, não são de alegria, e muito menos de satisfação ou contentamento”, afirmou Manuel Nunes, sublinhando que “a «festa», essa, continua, como quase sempre, a ser só para alguns, o que quase fere de morte os ideais de Abril.” “Impávidos e serenos, continuam esses a viver num país que parece ignorar a diferença, cada vez mais, acentuada entre ricos e pobres. Mas não, os portugueses sabem que mais de dois milhões e meio, sobretudo entre as crianças e os mais idosos, vivem abaixo do limiar de pobreza e, em simultâneo, sabem que há cada vez mais portugueses a figurar em revistas de milionários”, afirmou Manuel Nunes, reforçando que “esta realidade é uma clara afronta aos ideais de Abril”.
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Anadia: Assembleia de Alunos muito participada


Nove escolas do 1.º ciclo do ensino básico do concelho de Anadia enviaram os seus representantes à reunião da Assembleia dos Alunos, promovida pela Câmara Municipal, no dia 18 de março.
Realizada no Salão Nobre dos Paços do Município, esta assembleia foi dirigida aos alunos das redes pública e privada.
Uma iniciativa que junta os representantes dos estabelecimentos de ensino que, previamente, efetuaram a análise de um dos vários temas propostos pela Câmara Municipal.
Nesta 8.ª edição, foram apresentados e discutidos trabalhos relacionados com as temáticas “Anadia, Capital do Espumante”, “Anadia na História e no Mundo”, e “Centenário da Primeira Guerra Mundial”, destacadas pela autarquia no seu plano de ação cultural para 2015.
Depois de uma manhã passada na Biblioteca Municipal de Anadia e do almoço no Centro Escolar de Arcos, os representantes das escolas foram recebidos nos Paços do Município.
A reunião da assembleia teve início com a apresentação do trabalho do Centro Escolar de Arcos, dedicado a Anadia, seguindo-se as EB 1 da Poutena e da Moita, que abordaram a “I Guerra Mundial”. O Centro Escolar de Sangalhos deu a conhecer as “Caves Aliança – 80 anos de história”, enquanto a EB1 de Vilarinho Bairro destinou o seu tempo à “Bairrada, uma história conturbada”.
O tema do espumante regressou à sessão com os contributos da EB 1 de Tamengos, do Centro Escolar de Avelãs de Cima /Avelãs de Caminho e da EB 1 do Chãozinho, que apresentaram, respetivamente, “O espumante visto pelas crianças”, “Anadia, Capital do Espumante” e “Espumante – Adega do Eng.º Luís Pato”.
O espumante, ex-libris de Anadia, foi também o tema escolhido pelo Colégio de Nossa Senhora da Assunção, a quem coube encerrar as apresentações.
Posteriormente, tomaram assento na mesa a presidente da Câmara Municipal de Anadia, Maria Teresa Cardoso, e os representantes do Agrupamento de Escolas de Anadia e do Colégio de Nossa Senhora da Assunção, Jorge Humberto e Idalina Faneca, que se dirigiram aos alunos e docentes, agradecendo e enaltecendo o trabalho desenvolvido nas escolas e os resultados partilhados na assembleia.
No final, tempo ainda para a entrega de lembranças e certificados aos representantes das escolas participantes, e a oportunidade para apreciar os trabalhos do “Concurso Escolar José Luciano de Castro”, em exposição no hall do piso superior dos Paços do Município.

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Anadia: Ausência do Presidente da República no “Centro Escolar das Avelãs” causa mal-estar


As populações das freguesias de Avelãs de Cima e de Avelãs de Caminho não viram com bons olhos o facto do presidente da República se ter deslocado a Sangalhos, para inaugurar o novo Centro Escolar daquela freguesia e não ter visitado/inaugurado o Centro Escolar que serve aquelas duas freguesias e que dista não mais do que uma dúzia de quilómetros de Sangalhos.
Na última assembleia municipal, realizada na tarde do dia 27 de fevereiro, os autarcas César Andrade, de Avelãs de Caminho e Manuel Veiga, de Avelãs de Cima e o deputado José Carvalho, todos eleitos pelo PSD, foram as vozes que se insurgiram contra o que dizem ter sido uma escolha política da Câmara Municipal.
Foi no dia 18 de fevereiro que Aníbal Cavaco Silva, numa breve visita ao concelho, visitou o CAR – Centro de Alto Rendimento – Velódromo Nacional e inaugurou o novo Centro Escolar da freguesia de Sangalhos, localizado paredes meias com o CAR.
Agora, autarcas e deputado do PSD exigiram explicações da presidente de Câmara, para o facto do “Centro Escolar das Avelãs” ter sido deixado de fora, quando este equipamento – que já se encontra em pleno funcionamento – está também por inaugurar. Por isso, fazem uma leitura política da mesma.
Aliás, o autarca de Avelãs de Caminho acusou o executivo de Teresa Cardoso de alimentar divisões entre eleitos: “a presidente disse que éramos todos iguais, mas para a Câmara uns são filhos, outros são enteados”, disse. A seu ver, “igualdade não houve” e deu como exemplos o lançamento da 1.ª pedra do Centro Escolar de Avelãs de Cima/Avelãs de Caminho que não teve pompa nem circunstância e sobre o qual nunca terá sido convidado para ver o projeto.
Também o deputado José Carvalho, do PSD, não deixou de fazer uma leitura política da situação: “a freguesia do Sangalhos é do MIAP, as de Avelãs de Cima e de Caminho são do PSD, logo está encontrada a razão para a inauguração do Centro Escolar de Sangalhos e não o de Avelãs de Cima/Avelãs de Caminho”, acusando ainda Teresa Cardoso de estar a “passar a responsabilidade da inauguração para o presidente da República”. Mais contido, o autarca Manuel Veiga, de Avelãs de Cima, referiu que o seu executivo “aceitou a decisão política da Câmara Municipal de não inaugurar o Centro Escolar até à presente data”, contudo, deixou a nota de que “o assunto irá agora à sua Assembleia de Freguesia, para que esta se manifeste sobre a matéria”.
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso explicou que o convite endereçado à presidência da República era inicialmente um programa mais vasto, mas que a Câmara Municipal teve de se adaptar ao programa e decisão tomada pela presidência da República. Teresa Cardoso confirmou ainda que na proposta estava incluído o “Centro Escolar das Avelãs” mas que a presidência terá imposto um programa “que tivemos de aceitar”, mediante “o tempo disponível que o senhor presidente tinha para estar no nosso município”, embora “tudo tenha feito para que o presidente estivesse 6 a 8 horas no concelho”. Por outro lado, deixou bem claro não fazer qualquer distinção entre Centros Escolares: “para mim os Centros Escolares são do concelho de Anadia e são de todos. Não faço distinções dessas”, avançou, sublinhando que “o Centro Escolar de Avelãs de Cima/Avelãs de Caminho será inaugurado “assim que for oportuno”. Uma inauguração que deverá acontecer até ao final do presente ano letivo e que contará com a sua presença, dos presidentes das Juntas de Freguesia e membros da Assembleia Municipal.
Catarina Cerca

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