O Partido Comunista Português, concelhia de Oliveira do Bairro, está debilitado, mas continua ativo e vigilante em vários momentos e frentes de intervenção. Esta é uma das conclusões da Assembleia da organização concelhia de Oliveira do Bairro, que se realizou recentemente.
Artur Ramísio, da estrutura concelhia do Partido, em comunicado, afirma que “o partido tem dinamizado a participação de agricultores, sobretudo do Troviscal e de Bustos, nas lutas da lavoura, assim como mobilizado os trabalhadores para as lutas do movimento sindical unitário”. São exemplo “as ações em torno dos problemas da saúde no concelho, com expressão importante na luta da população do Troviscal pela defesa e melhoria da unidade de saúde da freguesia, bem como da população do concelho em defesa de um Serviço Nacional de Saúde acessível e de qualidade”.
Artur Ramísio sublinha “as intervenções no período antes da ordem do dia da Assembleia Municipal, procurando levar a este órgão a denúncia de problemas das populações”, dando como exemplo “a denúncia do negócio de privatização da água levado a cabo pelo atual executivo camarário, cujos reflexos são hoje sentidos nos aumentos brutais das faturas da água”.
Diz que o Partido teve ainda uma intervenção importante nos debates realizados em torno da lei de liquidação das freguesias, tendo contribuído para que as decisões dos órgãos de Poder Local do concelho viessem a ser de oposição a esta lei.

Da Alameda aos Barreiros. Em termos concelhios, da análise efetuada à gestão camarária, Artur Ramísio destaca “a má planificação de obras como a construção da Alameda, que atravessa a sede do concelho, provocando profundos transtornos e prejuízos aos moradores, comerciantes e à população em geral. Assim como, a aparente apatia quanto à exigência de solução para cruzamentos perigosos, como o do Silveiro e da Zona Industrial de Oiã”.
Refere ainda “a falta de aproveitamento do parque de estacionamento e de melhor embelezamento do largo do Cruzeiro de Oiã”.
Relativamente à requalificação dos barreiros de Bustos, uma velha reivindicação, o PCP garante que “continuará a exigir solução urgente”.

Impostos. Tendo em consideração a conjuntura socioeconómica do país e a situação difícil em que muitas famílias e empresas vivem, Artur Ramísio diz que o seu partido vai propor, na próxima campanha eleitoral autárquica que se aproxima, uma descida de impostos municipais para valores próximos dos mais baixos praticados por Câmaras Municipais da redondeza, entre os quais a uma significativa descida da taxa do IMI para o mínimo legal de 0,3%.