A Câmara da Mealhada vai colocar em hasta pública a venda da Escola Profissional Vasconcellos Lebre (EPVL), depois de ter adquirido, em dezembro passado, a totalidade do capital da mesma.

O assunto, muito contestado pela oposição, foi a reunião de Câmara, na passada segunda-feira, dia 4 de maio, tendo sido aprovado com os votos favoráveis da maioria socialista, apesar dos votos contra dos três vereadores da coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada (JPCM).

A proposta da Câmara passa pela alienação a privados da participação total que o município detém na escola (100%), tendo a hasta pública (dia 13 de maio) um valor base de 490.500 euros, valor correspondente às 4 quotas, sendo vendida à proposta de valor mais elevado.

Na reunião de Câmara, o presidente do executivo, Rui Marqueiro, justificou a necessidade de fazer esta operação, aludindo à questão inerente aos investimentos a fazer anualmente para manter a escola em funcionamento, especialmente na quebra de apoio da Segurança Social (15%) e do Programa Operacional do Capital Humano (POCH), pelo facto de a mesma ter capitais públicos na sua constituição, o que levaria a autarquia a investir, estimadamente, cerca de 256 mil euros no ano letivo, para além de outras despesas.

Para o líder da oposição, Hugo Alves Silva, a venda da Escola “é uma aberração política, com contornos muito duvidosos nas práticas administrativas, económicas e sociais que foram atendidas. Nenhuma dessas práticas me parece socialista e em todas existe ‘um gato à mostra com o rabo escondido’”, refere.

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