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Câmara Municipal garante cultivo de 6,6 ha de arroz no Parque Verde

A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro garantiu o cultivo de uma área de 6,6 hectares de arrozais na área do futuro Parque Verde da Cidade (zona poente de Oliveira do Bairro, nas proximidades da Recer).

Segundo Joaquim Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, “através de um protocolo com uma empresa de Montemor-o-Velho, a autarquia garantiu a conservação e manutenção dos arrozais existentes”, sublinhando que “a empresa faz a sementeira e colheita final, sem qualquer custo para o orçamento municipal, tendo apenas como contrapartida o direito à colheita do arroz, comprometendo-se a entregar ao município uma percentagem a definir em função da produtividade”.

“O município pode usar esta produção, nomeadamente para promover o concelho de Oliveira do Bairro, nos seus usos e costumes e seus produtos tradicionais ou para oferecer a quem nos visita, no âmbito de uma mostra agroturística”, acrescenta.

Relativamente a custos associados ao projeto, Joaquim Santos explica que que não trazem encargos para o orçamento municipal.

Projeto dinâmico. O Parque Verde da Cidade de Oliveira do Bairro é um projeto dinâmico, cuja concretização será faseada.

“Nos últimos anos temos vindo a adquirir terrenos para aumentar a área disponível, pelo que, neste momento, a autarquia dispõe já de cerca de 10 hectares de terrenos”. “Com os terrenos que já são nossos, vamos começar a tratar da área dos arrozais, uma das vertentes deste parque e que permite aos poucos começar a mudar o aspeto das margens do rio. A área do arrozal estende-se nas duas margens do rio Levira, num total de 6,6 hectares. Os arrozais são o elemento marcante da área de intervenção, reflexo da atividade outrora praticada na zona e em outras áreas do concelho”, acrescenta o autarca.

Lazer. Com a criação do Parque Verde da Cidade, pretende-se criar um espaço verde de lazer que possa também contribuir para a qualidade de vida das populações.

“Trata-se da criação de um parque de grande dimensão e de qualidade, promovendo uma utilização sustentável do espaço, retirando o maior partido dos recursos e potencialidades naturais do mesmo. Um parque onde seja possível desenvolver atividades de recreio, ócio e educação ambiental, a partir da requalificação e valorização paisagística de toda a zona, atualmente ao abandono, reconhecendo e preservando os valores naturais e culturais existentes.” “Com este parque, serão criados percursos pedonais e criada uma interligação do parque com a envolvente, nomeadamente através das vias cicláveis”, afirma o autarca.

Pedro Fontes da Costa
pedro@jb.pt

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